ECO ÁREA

A produção de resíduos sólidos está diretamente relacionada com a atividade diária dos Mercados e do próprio crescimento das atividades económicas aqui instaladas, o que origina aumento do consumo e, por via deste, um potencial acréscimo dos resíduos. O depósito de resíduos sólidos em aterros não é apenas uma gestão ineficiente de recursos – o resíduo em si e as grandes áreas de terreno ocupadas, com possibilidades bastante consideráveis de contaminação dos solos -, como também uma importante fonte de GEE, pela produção de metano e dióxido de carbono, para além de poluentes de solos e águas subterrâneas com origem nos lixiviados de decomposição.

Nos últimos anos foi-se constatando que a deposição de resíduos na origem não é eficiente, que a tipologia de contentorização utilizada nos últimos anos não se tem verificado suficiente e adequada, que não existia uma zona específica e devidamente equipada para a deposição e seleção de resíduos antes do transporte dos mesmos para o destino final, revelando-se imperioso investir na recolha seletiva e em infraestruturas que a promovam.

No caso particular do MARL – o Mercado do Grupo que produz a maior quantidade de variedade de resíduos, iniciou-se, em 2020, o projeto ‘Eco.Área’, com a instalação da infraestrutura e aquisição de equipamentos próprios para as funções requeridas de concentração, separação e compactação de resíduos orgânicos e inorgânicos.

Esta infraestrutura funciona em pleno, mantendo-se a regra de os retalhistas (compradores), ao entrarem no MARL, serem direcionados para esse local, sob a orientação dos colaboradores daquele Mercado, para que despejassem eventuais resíduos nos contentores ali colocados. Apesar de ser experimental e provisória, esta opção temporária revelou-se bastante eficiente quer para a atividade de recolha, quer para efeitos de imagem e limpeza do Mercado, minimizando os resíduos espalhados pelo recinto.

Também se mantém a operacionalidade da rota de orgânicos e da rota da madeira, que veio potenciar a separação e posterior valorização deste tipo de resíduos, em detrimento do regime anterior de recolha indiferenciada. Igualmente se mantém a recolha individualiza de esferovite.

Complementarmente, tomam-se, de forma cumulativa, medidas ativas na gestão de resíduos nas atividades de construção de edifícios novos e de outras empreitadas de reabilitação e conservação promovidas pelos Mercados, por imposição de maior controlo junto dos empreiteiros, nomeadamente nos termos da lei, através do desenvolvimento e aplicação prática de um ‘Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos de Construção e Demolição’, o que permitiu o efetivo controlo da gestão de resíduos.